sexta-feira, 10 de junho de 2011

DCE-UnB, 01/06/2011: SOBRE A REFORMA DA CASA DE ESTUDANTE DA UNB - CEU

Presente em: http://www.dce.unb.br/


Escrito por DCE Honestino Guimarães   
Qua, 01 de Junho de 2011 20:26
Qua, 01 de Junho de 2011 20:26

NOTA DO DIRETORIO CENTRAL DXS ESTUDANTES SOBRE A REFORMA DA CASA DE ESTUDANTE DA UNB - CEU

O DCE vem por meio desta, esclarecer o histórico do processo de reforma da
CEU UnB e fazer as reivindicações que julgamos necessárias. 


Breve histórico 
Em janeiro de 2009 a reitoria da UnB informou as morador@s da CEU que iria
haver reforma na Casa e que, para tanto, haveria necessidade de realocação
das moradoras. Esta medida não veio do nada, há muito tempo que as moradoras
da CEU UnB reivindicavam reforma na Casa, por diversos motivos. Entretanto,
as primeiras propostas de realocação das moradoras apresentadas pela
reitoria foram consideradas insalubres pelas estudantes-moradoras. 


No Blog da Associação de Moradorxs da CEU (AMCEU) foi publicado que a “primeira
proposta de reforma foi feita pelo DAC neste ano (2009). Ela inclui uma
reforma feita em duas etapas de seis meses cada, uma para cada bloco da CEU.
Segundo esta proposta os estudantes da casa teriam de ser remanejados,
primeiro os estudantes de um bloco, depois os estudantes do outro". A
proposta, obviamente, não foi aceita pelas moradoras por ser insalubre a
convivência de 8 estudantes por apartamento. Em seguida, a segunda
propostafeita pelo DAC era de que as moradoras poderiam “Escolher
entre o Minas
Tênis Clube, o Albergue da Juventude e o Hotel Esplanada". Isso significaria
passar, no mínimo, 6 meses morando 14 pessoas por quarto (realidade do Minas
Clube, por exemplo). 


As estudantes-morador@s negaram viementemente estas duas propostas e fizeram
uma contraproposta, na qual a reitoria deveria pagar de auxílio em forma de
pecúnia para que as moradoras juntas alugassem apartamentos na Asa Norte. É
bom esclarecer que nesse ano, 2009, o MEC havia liberado uma verba, que
deveria ter sido usada para a realocação dxs estudantes e reforma dos blocos
atuais de CEU. Como a reforma não foi feita no prazo, o dinheiro retornou
para a União e atualmente contamos com a verba do PNAES (Programa Nacional
de Assistência Estudantil para o Ensino Superior) para execução da reforma. 


A contrapoposta estudantil não foi aceita pela reitoria que, na cara dura,
propôs que a CEU fosse então submetida apenas a uma reforma do tipo
maquiagem de fachada! Na época, essa e várias outras demonstrações de
descaso ou de má gestão da Assistência Estudantil da UnB começaram a causar
transtornos aos/as morador@s. Em resposta, moradoras da CEU ocuparam o Salão
de Atos da reitoria da UnB por 18 dias com uma extensa pauta de
reivindicações. Dentre elas, inclusive, pedia-se a saída da Decana de
Assuntos Comunitários. 


A Ocupação não conseguiu mudar a decana, mas as estudantes da UnB
conquistaram a implementação de uma Mesa de Negociação Permanente com
Estudantes - MNPE, a qual é composta, paritariamente, por estudantes e
administração da UnB para tratar de temas polêmicos estudantis.  Essa Mesa
faz grande diferença, pois, ao contrário dos conselhos superiores da
universidade (CAD, CEPE, CONSUNI), tem uma composição realmente democrática,
o que possibilita um debate franco e aprofundado entre estudantes e
administração. 


Além disso, foi após esta ocupação que conseguimos não só o aumento do valor
da Bolsa Permanência (de 300 reais para 465 reais), como também o aumento do
número de bolsas ofertadas, a instalação dos transportes intercampi e
intracampus e enfim, foram muitas melhorias para a Assistência Estudantil,
graças a luta das estudantes! Mas apesar dessas conquistas, a pauta da
reforma pouco avançou e a construção dos novos prédios não saiu do papel. 


Em 2010 a UnB teve a maior greve de sua história, onde os três seguimentos
se uniram na luta por qualidade na educação. Essa paralisação geral trouxe
também uma paralisação nas discussões da recém implementada Mesa de
Negociação. O que, por sua vez, significou um período de aproximadamente
seis meses sem discussão a respeito da Reforma da Casa ou da construção dos
novos prédios. 


Com o fim da greve, DCE e AMCEU pressionaram a reitoria para continuar as
negociações da reforma. Logo de começo, esta nova negociação se mostrou bem
diferente da primeira. Pela primeira vez, a reitoria se mostrou disposta a
acatar a proposta dxs estudantes e passamos a negociar um valor de auxílio
moradia em forma de pecúnia. Além disso, foi feito um novo projeto de
reforma contemplando as reivindicações estudantes (o projeto anterior era
risível e não resolvia problemas históricos como privacidade e
acessibilidade). Conversa vai, conversa vem, fomos conquistando mais e mais
direitos para xs estudantes. Nossa bandeira era (e ainda é): Reforma sim,
mas com qualidade de vida! 


O Processo de Desocupação 
Em 2011, desocupação da CEU para reforma foi acordada nos seguintes termos:
as moradoras poderiam optar entre duas alternativas. A primeira é o
recebimento de um auxílio pecúnia no valor de 510 reais (valor  estabelecido
a partir de estudos de preço de apartamentos da Asa Norte); e a outra é ir
para apartamento alugado pela própria universidade. Esta segunda opção passa
a responsabilidade de garantir a moradia dxs estudantes para a própria FUB,
sendo talvez, a maior de nossas vitórias nesse processo! 


Além dessas duas alternativas, vários outros benefícios foram garantidos:
pagamento de bolsa alimentação nos dias que a estudante não tem aula na UnB,
passe livre integral (todos os dias da semana e todos os turnos),
legalização da hospedagem solidária, manutenção do laboratório de
informática da CEU durante a reforma, claúsula contratual que obriga o
pagamento de multa por parte da UnB em caso de atraso no pagamento da bolsa,
entre outros como, inclusive, a possibilidade da/o morador(a) mudar de opção
(do auxílio de 510 para o apartamento alugado e vice versa). 


Ao final de Abril, de um total de 252 moradoras, 240 haviam optarado pelo
auxílio em forma de pecúnia e apenas 12 pelo apartamento alugado pela UnB.
Após a implosão da Mesa de Negociação ocasionada pelo “Movimento do Fica
CEU”, o DAC estabeleceu de forma unilateral o dia 27 de Abril para
desocupação da CEU. No dia 29 de abril, cerca de 231, já haviam saído da
Casa. Dentre os que não haviam saído, estavam aquelas que aguardavam o
apartamento alugado pela UnB. Ou seja, 12 moradoras estavam de forma legal
na casa uma vez que a responsabilidade de ter alugado um apartamento era da
UnB! 


A partir daí a UnB vem agindo de forma autoritária, pois está coagindo as
estudantes para que deixem a casa e transferindo-as para hotéis enquanto
aguardam o apartamento alugado pela UnB. Isso vai contra os acordos feitos
na MNPE
, pois não foram nestes termos que negociamos a desocupação da casa.
Além disso, durante este processo, não foram poucas as denuncias feitas por
estudantes quanto a maus tratos por parte da DDS. Isto, nós não podemos
tolerar! 


Nós do DCE, acreditamos que este processo turbulento tem acarretado
prejuízos morais, psicológicos e conseqüentemente, também acadêmicos para as
moradoras da CEU. Como a responsável pela situação é a própria universidade,
reivindicamos: 


A todas e todos integrantes do programa de moradia estudantil: 
   - Indenização financeira por danos morais por parte da administração;
   - Abono de faltas e opção do trancamento parcial justificado aos
   moradores;
   - Retorno da Mesa de Negociação Permanente com Estudantes;
   - Reformulação da gestão da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS) da
   UnB;
   - Apuração das denúncias de assédio moral feitas contra a DDS;
   - Garantia de isonomia no Edital de Moradia Estudantil do Campus Darcy
   Ribeiro.  Calouros e veteranos têm direito de escolher entre auxílio de R$
   510 ou realização de aluguel via FUB;
   - Instalação imediata do laboratório de informática da CEU no Restaurante
   Universitário;
   - Garantia formal de que todos os prédios reformados serão destinados
   exclusivamente à moradia estudantil;
   - Definição imediata de prazos para a construção dos novos blocos da CEU. 

A todas e todos integrantes do programa de assistência estudantil: 
   - Garantia de concessão de bolsas-permanência a estudantes em
   vulnerabilidade social, sem a contrapartida trabalhista ou de associação a
   projetos extracurriculares;
   - Possibilidade de acúmulo da bolsa-permanência com bolsas acadêmicas
   (exemplo: Pibex, ProIC, PET);
   - Isenção para estudantes de Grupo I e II nas refeições do Restaurante
   Universitário;
   - Revisão do calendário de inscrição no programa de assistência
   estudantil, para que calouras e calouros com direito às bolsas recebam o
   auxílio assim que matriculados;
   - Aumento na quantidade e no valor das bolsas de assistência estudantil,
   conforme a expansao da universidade;
   - Garantia de creche para filhas e filhos de estudantes, professoras(es)
   e tecnicas(os)-administrativas(os). 

UnB Agência, 09/06/2011: UnB vai alugar mais apartamentos para alojar estudantes

Presente em: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/06/unb-vai-alugar-mais-apartamentos-para-que-ninguem-fique-desalojado.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis

09/06/2011 16h12 - Atualizado em 09/06/2011 16h15

UnB vai alugar mais apartamentos para alojar estudantes

Decano de assuntos comunitários anunciou medida durante audiência pública.
Alunos e reitor discutiram sobre desocupação da Casa do Estudante e reforma.

Do G1 DF
 
A Universidade de Brasília vai alugar mais apartamentos que a demanda de estudantes durante a reforma na Casa do Estudante Universitário (CEU). “Ninguém vai ficar desalojado só porque a casa está fechada”, afirmou o decano de assuntos comunitários, Eduardo Raupp, durante audiência pública nesta quinta-feira (9).

Raupp também afirmou que a UnB vai apurar as denúncias de que servidores agrediram estudantes no episódio que culminou com a prisão de dois alunos na última sexta-feira. Ele disse, porém, que a instituição não vai acatar o pedido de transferência ou afastamento dos funcionários. “A administração não admite esse tipo de interferência”, declarou.

A respeito das solicitações dos estudantes, Raupp negou a possibilidade de ofertar vagas na Colina, quadra reservada à moradia de professores e servidores da UnB. Ele disse, porém, acreditar ser possível atender os pedidos de trancamento geral de matrícula ou trancamento justificado de disciplinas e garantia de bolsa-permanência.

Para o Diretório Central dos Estudantes, outros pontos também deveriam ser garantidos pela universidade, como indenização por danos morais por parte da administração da universidade e abono de faltas para os estudantes que se sentiram prejudicados.

O reitor, José Geraldo Sousa Júnior, destacou que o encontro era importante para garantir a transparência e o caráter democrático do processo de desocupação da CEU. Ele afirmou esperar que a audiência pública auxiliasse na retomada do diálogo entre estudantes e universidade.

Remanescentes
Segundo Raupp, há atualmente dez alunos em situação regular na casa e apenas um não fez opção entre as possibilidades ofertadas pela UnB: receber auxílio de R$ 510 para, em grupo, locar um imóvel, ou se mudar para apartamentos alugados pela UnB.

Ele disse também que outras 13 pessoas estão na casa em situação irregular – não têm vínculo com a universidade ou, apesar de estarem na instituição, não atendem aos requisitos do programa de moradia estudantil. “A universidade não tem alternativas para oferecer a essas pessoas”, disse.

Presente no encontro, uma moradora em situação irregular disse que, apesar de formada, não saiu da casa por não ter condições. Ela questionou os critérios da universidade, como o de não contemplar outras pessoas em situação semelhante à dela.

UnB Agência, 10/06/2011: Moradores da Casa do Estudante se concentram no bloco A

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5209

UnB Agência




Mariana Gal/UnB Agência
 

Moradores da Casa do Estudante se concentram no bloco A
Grupo defende que a reforma seja feita em um prédio de cada vez. Proposta foi recusada pela Reitoria por causa do aumento de custos

Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB



Na madrugada desta sexta-feira, 10 de junho, os ocupantes da Casa do Estudante transferiram-se todos para o bloco A e bloquearam a portaria. O acesso é feito pela escada de incêndio e a entrada é controlada pelos próprios moradores. “Não podem entrar seguranças, guardas patrimoniais e as assistentes sociais da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS)”, afirma David Wilkerson, aluno da Filosofia. Ele explica que a audiência pública ocorrida no dia anterior, 9 de junho, não atendeu às expectativas do movimento, conhecido como Fica CEU. “Vamos continuar no bloco A. Queremos transporte, serviço de informática, luz e água”, afirma.

O movimento reivindica que a reforma prevista para os dois prédios seja realizada uma de cada vez, começando pelo bloco B. A proposta foi recusada porque aumentaria demais os custos e o tempo de execução. De acordo com o decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp, a Reitoria vai monitorar a movimentação dos estudantes, mas só na quarta-feira, a partir da reabertura da Mesa de Negociações é que o assunto será discutido oficialmente.

“Esperamos que os estudantes apresentem propostas construtivas para chegarmos a um acordo”, afirma o decano. Ele explicou que a reforma dos dois blocos surgiu a partir do processo de negociação com os moradores e que manter um prédio funcionando enquanto a maioria do beneficiários da assistência estudantil já saiu torna a política desigual. “A reforma dos dois blocos leva em conta a qualidade de vida e a segurança dos estudantes, além da economicidade”.

De acordo com David, 14 estudantes estão instalados no bloco A. O cálculo do Decanato de Assuntos Comunitários é de que 23 moradores ainda estão na casa: 13 irregulares e 10 regulares. A UnB já alugou dois apartamentos, que acomodarão sete dos regulares. Outro imóvel deve ser alugado ainda na semana que vem.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 09/06/2011: Mesa de negociações com moradores da CEU será retomada

 

UnB Agência

 
COMUNIDADE - 09/06/2011
 
 
Saulo Tomé/UnB Agência
 
Mesa de negociações com moradores da CEU será retomada
Reinício do diálogo para resolver o impasse da transferência de alunos foi acertado em audiência pública. Alunos reforçaram reivindicações e contaram as dificuldades vividas na transição

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

 
Terminou em acordo a audiência pública sobre a desocupação da Casa do Estudante. Após debates acalorados, ficou definida a retomada da mesa de negociações com os ocupantes remanescentes da CEU. Na reunião com o reitor José Geraldo de Sousa Junior, moradores e ex-moradores da casa relataram sua discordância da condução dos trabalhos para desocupar apartamentos. “Houve coação a estudantes”, afirmou Paula Teixeira, formada em Letras Português e residente irregular do local. O decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp, leu os pontos exigidos em carta pelo movimento Fica CEU e disse que dois dos nove itens não podem ser atendidos: a reforma alternada dos prédios, em função do prazo para aplicar os recursos, e a transferência ou afastamento de funcionários. “Não admitimos interferência nesse aspecto. Essa é uma prerrogativa da administração”, disse.

Mesmo com as divergências, decidiu-se que, a partir da próxima quarta-feira, o diálogo entre as partes será retomado na mesa de negociação, interrompida em abril por decisão dos estudantes. A Reitoria concordou em suspender os trabalhos de retirada de materiais da CEU e garantir aos ocupantes condições adequadas de moradia até o fim das negociações.
De acordo com dados apresentados pelo decano, 23 pessoas seguem na residência estudantil, que passará por reformas estruturais no segundo semestre. Dez delas estão regularmente inscritas nos programas de moradia da universidade. Dos remanescentes, apenas o aluno de Filosofia David Wilkerson Almeida não fez opção pelas alternativas oferecidas pelo decanato: o recebimento de um auxílio mensal de R$ 510 ou a mudança para apartamentos a serem locados pela Fundação Universidade de Brasília (FUB). “Não vou sair do Bloco A”, disse o aluno, após reivindicar a reforma de um bloco por vez. Ele foi um dos dois alunos presos na última sexta-feira, após ter ateado fogo em um contêiner nas imediações da CEU (leia aqui). “Foi uma atitude impulsiva”, afirmou. “Fizemos aquilo como protesto”. De acordo com o estudante, o ato foi motivado pelo barulho da retirada de materiais dos apartamentos feita por funcionários da universidade no inicio da manhã.
Durante a audiência, alguns alunos queixaram-se ser vítimas de pressões para desocupar a CEU. “Todos estamos muito estressados e abalados psicologicamente”, disse Graziele Antunes, estudante do Instituto de Artes. Ela contou que machucou o braço durante a remoção de materiais da casa. “Peço que haja apuração de tudo o que está ocorrendo no processo de desocupação”. Outros depoimentos reclamaram da conduta dos seguranças e da abordagem de assistentes sociais que teriam pressionado os estudantes a deixar a residência.
 
O Diretório Central dos Estudantes distribuiu carta com o posicionamento do movimento estudantil sobre o caso (leia aqui). O documento traz um histórico das discussões que envolvem a reforma da CEU. O texto ressalta os prejuízos dos alunos no impasse e propõe medidas como a permissão do trancamento de disciplinas, a concessão de abonos de faltas dos moradores e a definição imediata para os prazos das obras de reforma e de construção de prédios.
 
DIREITOS – A audiência foi acompanhada pelo defensor público federal Ricardo Salviano. Após ouvir parte das discussões, sugeriu a união dos envolvidos para que haja consenso. “Percebo que a administração falhou em alguns pontos e os alunos excederam-se em outros”, disse. “Esses encontros não podem ser apenas para críticas, mas também precisam ser propositivos”. Ele falou da necessidade de resguardar moradias adequadas para os estudantes e pediu que todas as alegações fossem avaliadas pela Reitoria. Para ele, é indispensável que se chegue a um acordo para que a reforma seja realizada logo. "Não se pode perder o dinheiro alocado no orçamento do governo federal para a reforma, pois isso prejudicaria centenas de estudantes". 
 
O reitor José Geraldo de Sousa Junior disse que “as condições de deterioração da Casa do Estudante são conhecidas e históricas”. Ele pediu para que as discussões sejam “desconflitadas” e as partes negociem para uma solução comum. “O pior que pode acontecer é perdermos a capacidade de interlocução”, afirmou.
 
O decano de Assuntos Comunitários confirmou que três apartamentos já foram alugados pela UnB para receber os estudantes. Eduardo Raupp disse que também vai tentar negociar com o GDF uma solução para o problema dos moradores irregulares da CEU. “Partilhamos de um ponto comum que é querer a reforma”, disse. “Nesse ambiente de instabilidade, os maiores prejudicados são os estudantes”. Ele acredita que a interrupção das negociações por parte dos moradores da CEU ajudou a criar um clima de tensão e desinformação.
 
Raupp também informou que os moradores da CEU que quiserem trancar o semestre devem encainhar o pedido à Secretaria de Administração Acadêmica (SAA), com a justificativa sobre o processo de reforma e desocupação.
 
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

 

UnB Agência

 
COMUNIDADE - 09/06/2011
 
 
Saulo Tomé/UnB Agência
 
Mesa de negociações com moradores da CEU será retomada
Reinício do diálogo para resolver o impasse da transferência de alunos foi acertado em audiência pública. Alunos reforçaram reivindicações e contaram as dificuldades vividas na transição

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

 
Terminou em acordo a audiência pública sobre a desocupação da Casa do Estudante. Após debates acalorados, ficou definida a retomada da mesa de negociações com os ocupantes remanescentes da CEU. Na reunião com o reitor José Geraldo de Sousa Junior, moradores e ex-moradores da casa relataram sua discordância da condução dos trabalhos para desocupar apartamentos. “Houve coação a estudantes”, afirmou Paula Teixeira, formada em Letras Português e residente irregular do local. O decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp, leu os pontos exigidos em carta pelo movimento Fica CEU e disse que dois dos nove itens não podem ser atendidos: a reforma alternada dos prédios, em função do prazo para aplicar os recursos, e a transferência ou afastamento de funcionários. “Não admitimos interferência nesse aspecto. Essa é uma prerrogativa da administração”, disse.

Mesmo com as divergências, decidiu-se que, a partir da próxima quarta-feira, o diálogo entre as partes será retomado na mesa de negociação, interrompida em abril por decisão dos estudantes. A Reitoria concordou em suspender os trabalhos de retirada de materiais da CEU e garantir aos ocupantes condições adequadas de moradia até o fim das negociações.
De acordo com dados apresentados pelo decano, 23 pessoas seguem na residência estudantil, que passará por reformas estruturais no segundo semestre. Dez delas estão regularmente inscritas nos programas de moradia da universidade. Dos remanescentes, apenas o aluno de Filosofia David Wilkerson Almeida não fez opção pelas alternativas oferecidas pelo decanato: o recebimento de um auxílio mensal de R$ 510 ou a mudança para apartamentos a serem locados pela Fundação Universidade de Brasília (FUB). “Não vou sair do Bloco A”, disse o aluno, após reivindicar a reforma de um bloco por vez. Ele foi um dos dois alunos presos na última sexta-feira, após ter ateado fogo em um contêiner nas imediações da CEU (leia aqui). “Foi uma atitude impulsiva”, afirmou. “Fizemos aquilo como protesto”. De acordo com o estudante, o ato foi motivado pelo barulho da retirada de materiais dos apartamentos feita por funcionários da universidade no inicio da manhã.
Durante a audiência, alguns alunos queixaram-se ser vítimas de pressões para desocupar a CEU. “Todos estamos muito estressados e abalados psicologicamente”, disse Graziele Antunes, estudante do Instituto de Artes. Ela contou que machucou o braço durante a remoção de materiais da casa. “Peço que haja apuração de tudo o que está ocorrendo no processo de desocupação”. Outros depoimentos reclamaram da conduta dos seguranças e da abordagem de assistentes sociais que teriam pressionado os estudantes a deixar a residência.
 
O Diretório Central dos Estudantes distribuiu carta com o posicionamento do movimento estudantil sobre o caso (leia aqui). O documento traz um histórico das discussões que envolvem a reforma da CEU. O texto ressalta os prejuízos dos alunos no impasse e propõe medidas como a permissão do trancamento de disciplinas, a concessão de abonos de faltas dos moradores e a definição imediata para os prazos das obras de reforma e de construção de prédios.
 
DIREITOS – A audiência foi acompanhada pelo defensor público federal Ricardo Salviano. Após ouvir parte das discussões, sugeriu a união dos envolvidos para que haja consenso. “Percebo que a administração falhou em alguns pontos e os alunos excederam-se em outros”, disse. “Esses encontros não podem ser apenas para críticas, mas também precisam ser propositivos”. Ele falou da necessidade de resguardar moradias adequadas para os estudantes e pediu que todas as alegações fossem avaliadas pela Reitoria. Para ele, é indispensável que se chegue a um acordo para que a reforma seja realizada logo. "Não se pode perder o dinheiro alocado no orçamento do governo federal para a reforma, pois isso prejudicaria centenas de estudantes". 
 
O reitor José Geraldo de Sousa Junior disse que “as condições de deterioração da Casa do Estudante são conhecidas e históricas”. Ele pediu para que as discussões sejam “desconflitadas” e as partes negociem para uma solução comum. “O pior que pode acontecer é perdermos a capacidade de interlocução”, afirmou.
 
O decano de Assuntos Comunitários confirmou que três apartamentos já foram alugados pela UnB para receber os estudantes. Eduardo Raupp disse que também vai tentar negociar com o GDF uma solução para o problema dos moradores irregulares da CEU. “Partilhamos de um ponto comum que é querer a reforma”, disse. “Nesse ambiente de instabilidade, os maiores prejudicados são os estudantes”. Ele acredita que a interrupção das negociações por parte dos moradores da CEU ajudou a criar um clima de tensão e desinformação.
 
Raupp também informou que os moradores da CEU que quiserem trancar o semestre devem encainhar o pedido à Secretaria de Administração Acadêmica (SAA), com a justificativa sobre o processo de reforma e desocupação.
 
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

UnB Agência, 06/06/2011: Audiência pública discutirá desocupação da CEU

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5188

UnB Agência

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL - 06/06/2011



Mariana Costa/UnB Agência
 

Audiência pública discutirá desocupação da CEU
Depois de um dia turbulento que terminou em empurra-empurra na reitoria, encontro para definir reforma da Casa do Estudante é agendado para quinta-feira

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB



A reunião entre moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) e o reitor José Geraldo de Sousa Junior está marcada para a próxima quinta-feira, às 12h. Reivindicada por membros do Movimento pela Preservação da Casa do Estudante Universitário (Fica CEU), a audiência pública foi confirmada na tarde desta segunda-feira. Houve confusão entre alunos e seguranças no prédio da Reitoria, quando 15 manifestantes tentaram forçar a entrada no gabinete do reitor. Veja o vídeo.  

O encontro vai abordar a situação dos 24 estudantes que ainda permanecem na casa, dez deles em situação irregular. Dos outros 14, sete aguardam vagas em apartamentos locados pela UnB e cinco já assinaram contrato para receber o auxílio-moradia de R$ 510. O decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp, afirma que há vagas disponíveis em apart hotéis para receber todos os estudantes regulares. 

Até a realização da audiência, a retirada de materiais para a preparação das obras está suspensa. Em carta aberta divulgada nesta segunda-feira, o Fica CEU pediu garantias das "condições de salubridade" da casa enquanto lá houver moradores e sugeriu a execução da obra de forma alternada nos blocos. O texto lembrou ainda dos estudantes presos na sexta-feira. Leia aqui a íntegra da carta. 

Por volta das 16h30, um grupo de 15 alunos quis entrar à força no gabinete do reitor. Os seguranças tentaram conter os estudantes, e houve empurra-empurra e xingamentos. O prefeito Paulo César Marques foi atingido por um soco na nuca e teve o crachá e os óculos arrancados. Estudantes também alegam terem sido golpeados na confusão. Quando os ânimos se acalmaram, foi negociada a reunião da próxima quinta-feira, com a presença do reitor.

Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência
 
DESMAIO – Momentos antes da discussão acirrada, o desmaio do estudante Heitor Claro da Silva preocupou moradores da CEU e representantes da reitoria reunidos no Anfiteatro 9. Ao relatar as dificuldades vividas na residência estudantil, o calouro de Economia ficou emocionado e perdeu os sentidos. Ele foi atendido no local e encaminhado para o ambulatório do Hospital Universitário de Brasília. "A pressão dele estava normal. O desmaio pode ter sido pela emoção e por ele não ter se alimentado", disse a enfermeira Tatiana Freitas. O estudante relatou ter crises epilépticas em situações de estresse. Amigos avisaram que ele foi atendido por um médico psiquiatra e passa bem.  

Morador da CEU desde o início do semestre letivo, Heitor aguarda vaga em um dos apartamentos que a Fundação Universidade de Brasília vai locar para abrigar de forma provisória os estudantes de baixa renda. Ele é um dos acusados de terem ateado fogo nas imediações da residência estudantil na semana passada. Segundo ele, o ato restringiu-se a um contêiner, não colocou vidas em risco e foi motivado pelo barulho de operários que retiravam entulhos do andar de cima de seu apartamento. "Cheguei cansado do trabalho às cinco da manhã. Às sete, começaram a fazer barulho e a nos desrespeitar", explicou. Ele lamentou o constrangimento de ter sido preso e diz ter sofrido maus tratos na Delegacia de Polícia Especializada. "Tenho certeza de que só fui liberado porque sou estudante da UnB", afirmou.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Globo, 06/06/2011: Prefeito da UnB diz ter sido agredido durante manifestação de estudantes

Presente em: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/06/prefeito-da-unb-diz-ter-sido-agredido-durante-manifestacao-de-estudantes.html


06/06/2011 21h31 - Atualizado em 06/06/2011 21h45

Prefeito da UnB diz ter sido agredido durante manifestação de estudantes

Moradores que se recusam a deixar a CEU fizeram protesto na reitoria.
Audiência pública foi marcada para quinta (9) para tentar resolver impasse.

Do G1 DF
Prefeito da UnB foi agredido durante manifestação na reitoria nesta segunda (6) (Foto: Luiz Filipe Barcelos/Secom-UnB ) 
Prefeito da UnB mostra óculos danificados durante
manifestação na reitoria nesta segunda-feira (6)
(Foto: Luiz Filipe Barcelos/Secom-UnB )
 
O prefeito do campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques, diz ter sido agredido na tarde dessa segunda-feira (6) em uma manifestação dos moradores que se recusam a deixar a Casa do Estudante Universitário (CEU).

De acordo com o prefeito, após o adiamento de uma reunião para discutir a situação dos moradores reminiscentes na CEU, um grupo de estudantes resolveu procurar o reitor, que não poderia atendê-los. Os estudantes insistiram e entraram em conflito com seguranças e servidores da universidade.

“A reunião foi interrompida porque um dos estudantes passou mal, ele sofre de epilepsia. Nós chamamos atendimento médico e queríamos remarcar para amanhã. Um grupo com cerca de 12, 15 estudantes foi até a reitoria e quis entrar no gabinete do reitor. A segurança não permitiu e nós fizemos um cordão [de isolamento]”, explica Marques.

Na confusão, o prefeito acabou sendo atingido na nuca. Ele afirma que ainda não sabe se a agressão foi proposital. “No empurra-empurra, recebi um golpe pelas costas, na nuca, meus óculos foram parar no chão, mas não sei quem foi. Como várias pessoas filmaram [a confusão], vamos tentar identificar”, explica
Marques. Caso seja comprovada a agressão, os alunos responsáveis podem sofrer punições disciplinares.
De acordo com Maria Eugênia Matricardi, que participa do movimento Fica CEU, o estudante que passou mal é um dos que foram presos na semana passada após atear fogo em um conteiner de lixo em protesto contra a desocupação. Eles foram liberados neste domingo (5).

“Ele foi ler a carta aberta que escrevemos e contar o que passou na delegacia e passou mal, desmaiou. Ele é epiléptico e foi levado para o Hospital Universitário. Ele já está um pouco melhor e retornou para casa, mas amanhã terá nova consulta. O último ataque que ele teve foi na sexta-feira (3), na delegacia, e ele não recebeu atendimento”, afirma.

Após a prisão dos colegas, Maria Eugênia e uma amiga se acorrentaram ao prédio da reitoria. “Os estudantes, devido a toda essa situação de violência, ficaram muito comovidos. O reitor disse que não estaria presente nem hoje, nem amanhã porque estaria sendo representado pelo decano de assuntos comunitários [Eduardo Raupp]. Nós achamos que era necessário, sim, a presença do reitor, então alguns subiram e fizeram uma batucada. Os seguranças se estressaram e houve certo atrito, mas ninguém ficou ferido”, diz.

O reitor não recebeu o grupo de alunos, e uma audiência pública foi marcada para quinta-feira (9) às 12h para tentar definir a situação dos moradores que se recusam a deixar a CEU. De acordo com o prefeito do campus, dos 368 moradores, cerca de 250 já aceitaram deixar o local, que será reformado.

A UnB ofereceu aos estudantes a possibilidade de receber auxílio de R$ 510 por mês para custear o aluguel durante as obras ou ainda a possibilidade de morar em um dos imóveis alugados pela universidade.

A reforma do CEU prevê a recuperação da estrutura de concreto, a revitalização e modernização das redes elétricas e hidráulicas, além de mudanças na iluminação e na climatização. De acordo com Marques, as obras devem durar um ano. “Caso elas se prolonguem, a universidade vai prolongar o benefício aos estudantes”, afirma o prefeito.

Correio Web, 06/06/2011: Estudantes protestam por nova etapa de negociações para desocupação da Casa do Estudant

Presente em: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=19985

06/06/2011 -

UNB
Estudantes protestam por nova etapa de negociações para desocupação da Casa do Estudante.  
Reunião com a Reitoria foi adiada para terça-feira

Ana Pompeu


Até que sejam definidos os critérios para mudança dos universitários, qualquer obra na CEU está suspensa.

Cerca de 30 estudantes da Universidade de Brasília (UnB) permanecem em protesto em frente à Reitoria da instituição, reivindicando por novas propostas para acabar de vez com a crise que envolve a mudança dos alunos que residem na Casa do Estudante Universitário (CEU). Com palavras de ordem, eles seguem para o acampamento montado na noite de sexta-feira (3/6), após a prisão de dois estudantes acusados de atear fogo em contêiner em protesto contra a reforma da CEU.

O calouro de economia Heitor Claro da Silva, 24anos, e o graduando de filosofia, David Silva Almeida foram presos e levados à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) sob a acusação de incendiar um contêiner de lixo instalado perto da CEU da UnB, além de desacatar e ameaçar servidores públicos da instituição de ensino superior. Eles permaneceram na delegacia até o início da tarde de sexta, quando foram transferidos para a DPE, liberados na noite de sábado (4/6). O protesto foi iniciado sob a alegação de violência dos servidores, que estavam quebrando alguns dos apartamentos liberados pelos moradores que já se mudaram durante o processo de desocupação para a reforma da Casa do Estudante. Os estudantes que começaram o incêndio disseram que há dias não conseguiam dormir por conta do barulho.

Nesta segunda-feira (6/6), foi iniciada uma nova reunião entre os alunos e o decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp. Os universitários tiveram oportunidade de apresentar a carta de reivindicações do movimento Fica CEU. Alguns dos principais pontos do documento peve o afastamento ou transferência dos servidores acusados pelos estudantes de atuar constantemente com violência; abertura de mesa de negociações com o reitor; publicação de vídeos e fotos que denunciam a suposta violência sofrida pelos estudantes durante a desocupação da CEU na Agência de Notícias da UnB, dentre outras.

A reunião foi interrompida quando Heitor Claro, emocionado, passou mal e desmaiou. A nova reunião deverá acontecer na próxima terça-feira (7/6), ainda sem horário definido.

Até que sejam definidos os critérios para mudança dos universitários, qualquer obra na CEU está suspensa.

Memória

A desocupação da CEU tem sido motivo de conflitos entre a administração da UnB e os estudantes desde que foi anunciada. O prazo para a saída dos moradores da CEU venceu em 27 de abril. O problema são as alternativas oferecidas pela UnB para abrigar e custear transporte e alimentação desses estudantes durante as obras. Em outubro de 2010, a universidade se comprometeu a pagar auxílio-moradia mensal de R$ 510 para cada residente.

O valor foi considerado baixo para manter a sobrevivência dos alunos. Uma segunda opção oferecida foi a mudança para apartamentos alugados pela universidade. Outro problema indicado pelos alunos diz respeito aos calouros, que não estavam incluídos na política de moradia. Alguns dos novatos eram acolhidos por moradores de forma temporária.

Desde a semana passada, os apartamentos liberados por mais de 230 moradores, deslocados pela universidade para realizar a reforma dos dois prédios, estão sendo desmontados. Mobiliário, esquadrias e louças serão retirados para acelerar os trabalhos. Os estudantes alegam que a ação, no entanto, tem como objetivo pressionar a saída daqueles que ainda não garantiram uma nova moradia, o que teria motivado o manifesto e a prisão de Heitor e David, na última sexta-feira.

A previsão inicial é de que a reforma dos 92 apartamentos seja concluída em junho de 2012. As obras custarão em torno de R$ 7 milhões. Os recursos para custear o auxílio-moradia, cerca de R$ 1,5 milhão, virão do Plano Nacional de Assistência Estudantil, do Ministério da Educação.

Correio Web, 06/06/2011: Termina em confusão negociação sobre a Casa do Estudante da UnB

Presente em: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=19991

06/06/2011 -


Termina em confusão negociação sobre a Casa do Estudante da UnB

Ana Pompeu

Luiz Filipe Barcelos/Secom-UnB

Na confusão, o prefeito do câmpus Darcy Ribeiro foi atingido

Na quinta-feira (9/6), uma audiência pública definirá o futuro dos estudantes que ainda não deixaram os apartamentos
Após terem adiado uma reunião com representantes do Decanato de Assuntos Comunitários e da Reitoria da Universidade de Brasília, que ocorreria nesta tarde de segunda-feira (6/6), moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) entraram em conflito com seguranças e servidores ao tentar entrar no gabinete do reitor, José Geraldo de Sousa Junior. Na confusão, o prefeito do câmpus Darcy Ribeiro foi atingido na nuca.

Leia também:
Estudantes protestam por nova etapa de negociações para desocupação da Casa do Estudante. Reunião com a Reitoria foi adiada para terça-feira

Terminada a confusão, que envolveu pelo menos 30 alunos, ficou definida a data para uma audiência pública que vai estabelecer as novas diretrizes para a desocupação da CEU: esta será na próxima quinta-feira (9/6), ao meio-dia, na UnB. O anfiteatro onde será realizada a audiência ainda será definido.

O prefeito Paulo César Marques justificou a confusão, afirmando que a discussão chegou a esse nível devido a longa espera dos alunos por novos locais para moradia. “Compreendemos que todas as tentativas de negociação foram insuficientes para suprir as necessidades dos alunos. Espero que esta seja uma tentativa definitiva e eficiente”, afirmou.

Leia mais:

- Universitários libertados

- Alunos presos na UnB

domingo, 5 de junho de 2011

UnB Agência, 03/06/2011: Alunas fazem protesto por liberdade de moradores da CEU presos

Presente em: http://novoportal.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5178

UnB Agência

COMUNIDADE - 03/06/2011

Alunas fazem protesto por liberdade de moradores da CEU presos
Duas estudantes se acorrentaram na rampa do prédio da Reitoria depois que seus colegas foram detidos por incêndio

Thássia Alves - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Os dois estudantes presos por tentativa de incêndio, desacato e ameaça, Heitor Claro da Silva, 24 anos, e David Silva Almeida, 23, permanecem na 2a. DP da Asa Norte (leia aqui). Em protesto contra a prisão, duas alunas se acorrentaram à rampa da Reitoria e prometem passar a noite lá até que os colegas da CEU sejam libertados. A UnB está fazendo esforços para antecipar a liberdade provisória.

Maria Eugênia Matricardi, estudante de Artes Plásticas, e Gleyzielle Barbosa Martins, estudante de Física, receberam uma doação de R$ 200 do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) para compra de mantimentos. "Eles estão presos, nós também. Fui moradora da CEU até a desocupação. Eles são meus amigos e companheiros", afirmava Maria Eugênia. "O que ele fizeram foi um protesto político e não pode ser tratado como crime", disse, qualificando seu próprio ato como "uma tentativa de pressão, um ato pacífico".

O reitor José Geraldo de Sousa Junior conversou com grupo de sete alunos e informou que a universidade designou um defensor público para cuidar do caso. Entretanto, ao chegar à delegacia, ele se deparou com os advogados constituídos pelos estudantes, invalidando a atuação da defensoria. Ainda assim, a UnB pediu ao delegado que não transferisse os alunos à carceragem do Departamento de Polícia Especializada. 

José Geraldo afirmou que acompanhará o andamento das ações, mas que a cadeira de reitor o impede de peticionar. Ele explicou que não há queixa da universidade contra os estudantes,  a prisão em flagrante foi decidida pela polícia. "O flagrante não precisa ser imediato, pode ser deflagrado em até 48h do ocorrido", disse. O reitor se colocou à disposição para defender a libertação dos alunos junto ao juiz que analisará o caso.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

Correio Brasiliense, 04/06/2011: Estudantes da UnB são liberados do Departamento de Polícia Especializada

Presente em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/06/04/interna_cidadesdf,255408/estudantes-da-unb-sao-liberados-do-departamento-de-policia-especializada.shtml

Estudantes da UnB são liberados do Departamento de Polícia Especializada


Aline Bravim
 
Publicação: 04/06/2011 19:42 Atualização: 04/06/2011 19:57
 

Os dois estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que foram presos na manhã de sexta-feira (4/6) acabam de ser liberados. Eles conseguiram um alvará de soltura, concedido pela 12ª Vara de Juizados Especiais por volta das 19hrs. Eles estavam detidos no Departamento de Polícia Especializada (DPE) em uma cela com 20 criminosos. Após a liberação, os moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) foram para o Instituto Médico Legal fazer exame de corpo de delito.

O calouro de economia Heitor Claro da Silva, 24 anos, e o graduando de filosofia David Silva Almeida foram levados à carceragem da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) sob a acusação de incendiar um contêiner de lixo, além de desacatar e ameaçar servidores públicos da instituição de ensino. Eles ficaram no local até o meio dia de ontem, quando foram transferidos para a DPE.

Os acusados continuarão respondendo processo. Pelo crime de incêndio, podem pegar até seis anos de reclusão, além de dois anos por desacato. O advogado Gilson dos Santos estuda, junto com os amigos dos jovens, entrar com um processo contra a UnB, alegando invasão de domicílio, lesão corporal, danos morais e exposição. A ação deve ser protocolada na semana que vem.

Reforma
Desde o início da semana, os apartamentos liberados por mais de 230 moradores, deslocados pela universidade para realizar a reforma dos dois prédios, estão sendo desmontados. A desocupação do CEU tem sido motivo de conflitos entre a administração da UnB e os estudantes desde que foi anunciada.